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Setembro Vermelho: cuidados com a saúde do coração

O coração é um importante órgãos muscular formado, principalmente, por músculo cardíaco, que faz parte do sistema cardiovascular. É esse sistema que garante que o sangue seja transportado para todo o corpo e o coração exerce importante papel nele, uma vez que atua bombeando o sangue. Ou seja, é um órgão vital para a nossa sobrevivência.

Quando deixamos de cuidar do nosso coração, especialmente devido a hábitos de vida pouco saudáveis, como alimentação rica em gordura e falta de atividade física, estamos sujeitos a desenvolver diversas doenças cardiovasculares.

Um coração saudável é a chave para um corpo saudável. Tanto que, neste mês, são celebrados o Setembro Vermelho e o Dia Mundial do Coração (29/09), datas marcadas por diversas ações de conscientização sobre os cuidados e a prevenção das doenças do coração.

Neste artigo, trazemos dicas de cuidados para você manter o seu coração sempre saudável e prevenir-se das doenças cardiovasculares.

Hábitos para manter o coração saudável

Se você já chegou ou passou dos 40 anos, já deve ter percebido que muitas mudanças ocorrem no organismo e que é preciso ter mais cuidado com a saúde. Quando falamos do coração, torne-se ainda mais necessário controlar os fatores de risco e mudar alguns hábitos de vida e alimentares. A partir desta faixa etária aumentam as chances de desenvolvimento de problemas cardíacos, principalmente o infarto agudo do miocárdio.

De acordo com o estudo realizado pelo King’s College London e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, homens e mulheres, com 40 anos ou mais, que adotam uma alimentação mais saudável reduzem o risco de um ataque cardíaco ou de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em até um terço.

Práticas saudáveis para o coração

  • Evite o cigarro: além de causar problemas respiratórios e oncológicos, o cigarro também é um dos responsáveis por potencializar os riscos de doenças no coração. Ao deixar de fumar, a pessoa reduz imediatamente pela metade o risco de morrer do coração e, em cinco anos, zera;
  • Diminua o peso: quando estamos acima do peso, o coração fica mais espesso e precisa de mais força para bombear o sangue. Além disso, o acúmulo de gorduras provoca a obstrução das artérias, o que dificulta a passagem do sangue. O sobrepeso também dificulta o controle do colesterol e da pressão arterial;
  • Pratique exercícios regularmente: a prática de atividades físicas melhora a saúde do coração e os vasos sanguíneos. Também ajuda na diminuição da glicose, risco de trombose e reduz a inflamação no sangue. O ideal é destinar cerca de 30 a 40 minutos por dia para a realização de atividades físicas, em ritmo moderado;
  • Controle a pressão arterial: a hipertensão arterial é uma doença cardiovascular crônica que atinge principalmente vasos sanguíneos, o coração, cérebro e rins. Consulte sempre o médico para medir a pressão sanguínea. Acima de 140 por 90 mmHg (ou 14/9) ela já pode ser considerada alta;
  • Evite estresse e tensão: nem sempre é fácil controlar as situações de nervosismo e tensão. Mas, quando esfriamos a cabeça, percebemos que ficar nervoso não resolve nenhum problema. Ao contrário, contribui para danificar o sistema nervoso;
  • Reduza o consumo de açúcar: evite alimentos com alto teor de açúcar regifado, como bolos e outros doces. Fique atento também ao conteúdo de açúcar nas bebidas, pois ele aumenta o índice de glicose no organismo;
  • Controle o colesterol: a alteração no nível de colesterol faz com se formem placas de gorduras nas artérias, o que pode provocar o endurecimento dos vasos. Para mantê-los sob controle é importante incluir na dieta o consumo de alimentos ricos em ácidos graxos e ômega 3, como castanhas e salmão, por exemplo, e também praticar exercícios físicos;
  • Consulte o seu cardiologista e realize exames preventivos anualmente.

Principais doenças cardiovasculares

Hipertensão

É caracterizada pelo aumento da pressão arterial, normalmente acima de 140 x 90 mmHg, o que pode influenciar no bom funcionamento do coração. Pode ser resultado do envelhecimento ou de hábitos pouco saudáveis, mas também pode ocorrer como consequência de outras situações, como diabetes ou doenças renais, por exemplo.

Normalmente não têm sintomas, mas em alguns casos pode ser percebido por meio de tonturas, dor de cabeça, alterações na visão e dor no peito.

Após diagnosticada, pode ser necessário fazer uso de medicamentos, além de uma dieta com pouco sal.

Infarto agudo do miocárdio

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), mais conhecido como ataque cardíaco, acontece devido à interrupção da passagem de sangue para o coração, na maioria das vezes devido ao acúmulo de gordura nas artérias. O sintoma mais característico é a dor muito intensa no peito que pode irradiar para o baço, mas também pode haver tonturas, suores frios e mal-estar.

Em casos de suspeita, é recomendado procurar um médico o mais rápido possível para iniciar o tratamento.

Insuficiência cardíaca

É mais comum em pessoas que possuem pressão alta, o que pode levar ao enfraquecimento do músculo cardíaco e, consequentemente, dificuldade de bombear o sangue para o corpo. Os principais sintomas são: cansaço progressivo, inchaço nas pernas e pés, tosse seca à noite e falta de ar.

O tratamento normalmente é realizado por meio de medicamentos para diminuir a pressão, associados a diuréticos, além da recomendação da prática de exercícios e alimentação saudável.

Endocardite

É uma inflamação do tecido que reveste internamente o coração, sendo causada normalmente por uma infecção por fungos ou bactérias. Pode acontecer como consequência de outras doenças, como câncer, febre reumática ou doenças autoimunes.

Os sintomas surgem ao longo do tempo, podendo haver febre persistente, suor excessivo, pele pálida, dor nos músculos, tosse persistente e falta de ar.

O tratamento normalmente é feito com o uso de antibióticos ou antifúngicos para combater o micro-organismo responsável pela doença, mas varia de acordo com o diagnóstico.

Arritmias cardíacas

Corresponde à alteração dos batimentos cardíacos, o que pode tornar os batimentos mais rápidos ou mais lentos, resultando em sintomas como cansaço, palidez, dor no peito, suor frio e falta de ar, por exemplo.

O tratamento varia de acordo com os sintomas apresentados, mas possui como objetivo regular os batimentos cardíacos. Também é importante evitar o consumo de álcool, drogas e bebidas com cafeína, pois podem alterar o ritmo cardíaco, além de praticar atividades físicas regulares e ter uma alimentação balanceada.

Angina

Corresponde à sensação de peso, dor ou aperto no peito e acontece geralmente quando há diminuição do fluxo de sangue para o coração, o que é mais comum em pessoas acima de 50 anos, que possuem pressão alta, diabetes descompensada ou com hábitos de vida pouco saudáveis.

O tratamento deve ser orientado pelo cardiologista de acordo com o tipo de angina.

Miocardite

É a inflamação do músculo cardíaco que pode acontecer devido a infecções no organismo por vírus, fungos ou bactérias. Pode apresentar diversos sintomas, como dor no peito, batimento cardíaco irregular, cansaço excessivo, falta de ar e inchaço nas pernas, por exemplo.

A doença normalmente é solucionada quando a infecção é curada por meio do uso de antibióticos, antifúngicos ou antivirais, no entanto, caso a doença persista após o tratamento da infeção é necessário consultar um cardiologista.

Valvulopatias

Também chamadas de doenças das válvulas cardíacas, aparecem com mais frequência em homens a partir dos 65 anos e mulheres a partir dos 75 anos, devido ao acúmulo de cálcio nas válvulas do coração, dificultando o fluxo sanguíneo.

Alguns sintomas são dor no peito, sopro no coração, cansaço excessivo, falta de ar e inchaço nas pernas e nos pés.

O tratamento varia com o grau de comprometimento da válvula atingida.

Fatores de Risco

Resumidamente, vimos que os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares são: colesterol alto, tabagismo, pressão alta, obesidade, sedentarismo, açúcar e sal em excesso, estresse e tensão, além do histórico familiar.

O aparecimento de doenças cardiovasculares tem um componente genético. Quem possui parentes de 1º grau (pais e/ou irmãos) que desenvolveram o problema antes dos 50 anos (no caso dos homens) e antes dos 60 anos (no caso das mulheres) tem mais chances de também desenvolver algum problema no coração.

Quando procurar o cardiologista

A consulta ao cardiologista deve ser feita sempre que surgirem sintomas como dor no peito ou cansaço constante, por exemplo, já que são sinais que podem indicar alterações no coração.

É importante que os homens a partir dos 45 anos e mulheres acima dos 50 anos, que não apresentam histórico familiar de problemas no coração, façam consultas anuais ao cardiologista. No entanto, no caso de histórico familiar de doenças cardiovasculares, homens e mulheres a partir dos 30 e 40 anos, respectivamente, devem ir ao cardiologista periodicamente.

A detecção precoce da doença cardiovascular aumenta as chances de cura ou as chances de um melhor resultado nos tratamentos, por isso, ao menor sintoma, procure um médico cardiologista.